Foi ainda em 1994 a primeira oficina de teatro em que fui aluno.
O local das aulas foi o histórico Sobrado Major Selemérico. A oficineira era Lorena Campelo, e o entusiasmo e segurança com que ela versava sobre teatro me contagiou!
Foi proposto entre outros jogos, a improvisação de uma peça com tema livre. Minha equipe, formada por Léia Viana, Heloísa Helena, Samuel Rêgo, Lusimary Vieira e Sonélia escolheu montar uma peça que falasse de família e suas confusões. Uma mãe e três filhos muito malucos e jovens como éramos todos.
Eu fiz um filho alcoóltra... Improvisamos, depois articulamos a mesma para apresentar no encerramento do curso que se deu em frente ao Cine Teatro Oeiras, num evento que reuniu um grande público. E foi um sucesso!!! Tantos aplausos, tantos elogios...
Lorena na ocasião comentou com um dos meus colegas sobre mim: "Ele é um ator nato!"
Quando ele me disse eu fiquei sem entender nada... Naquela época eu não sabia o que significava "nato"... Mas não tive vergonha e perguntei... Nem preciso dizer que fiquei lisongeado...
Flávio Guedes - O Ator!
Histórico da vida artística do ator piauiense Flávio Guedes, dos seus primeiros passos aos dias atuais
quinta-feira, 3 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
O Cabeça de Cuia - A primeira Peça!

Aos 14 anos, agora estudando na oitava série da Sociedade Educacional Jean Piaget tive enfim a experiência que considero minha primeira nos palcos amadores.
Num trabalho da disciplina de educação artística foi propost montarmos, entre outras coisas, uma peça de teatro. Fui rápido ao escolher para minha equipe, fazer a peça. O tema era folclore e então, baseado no que sabia da lenda piauiense do Cabeça de Cuia, escrevi, dirigi e atuei na peça, como Cristpim, um filho que após voltar de uma fracaçada pescaria, e com fome, mata a mãe com a ossada de um boi.
Na peça atuávamos eu, e Léia Rodrigues, minha grande amiga e companheira em outras atividades.
O ano era 1994 e quando terminou a aoresentação fomos todos ovacionados pelos alunos e professores da instituição, que nos deram a nota máxima e no mês seguinte já nos indicaria, Léia e eu, para integrar a turma do curso livre de iniciação teatral com Lorena Campelo... Mas esse é um assunto pra próxima postagem.
Primeiros passos

A certeza de que fui um escolhido pelo teatro está presente em mim desde muito tempo. Não escolhi ser ator por acaso, mas sou ator porque fui escolhido. Pela vida, tenho certeza disso.
Lembbro-me que a primeira vez que eu encenaria oficialmente um texto seria aos meus oito anos, na Unidade Escolar Pedro Sá, em Oeiras, quando, por ocasião das festividades do dia das mães no colégio, eu recitaria para a minha um poema em sua homenagem. Que frustração. Para mim e sobretudo para ela. Acabou que na hora meu nome não foi incluso na lista das apresentações e eu não recitei meu poema. Chorei muito pois lembro que decorei e ensaiei muito em casa para declamar o poeminha com todo o amor, para minha querida mãesinha. Ela chorou muito também pois foi pro colégio naquele dia, como todas as mães, e queria me ver entrar em cena e ouvir as palavras de amor diante de todos.
Dalí até o dia que finalmente eu encenaria algo passram-se mais dois anos. Agora foi na minha quinta série, no mesmo colégio.
Eu fora escolhido pela professora pra fazer José, no Auto de Natal da escola. Fiquei tão empolgado que decorei o texto todo no mesmo dia! Eu ia fazer o pai de Jesus!!!
Outra frustração... Antes do primeiro ensaio a professora me tirou do papel porque disse que eu era muito novo e pequeno. Eu tinha 10 anos e a Maria tinha 15. Muito maior do que eu. Resultado, tive que me conformar com o papel de um dos hoteleiros e a grande fala: " Sinto muito, mas não temos mais vagas".
Assinar:
Postagens (Atom)