domingo, 27 de fevereiro de 2011

Primeiros passos


A certeza de que fui um escolhido pelo teatro está presente em mim desde muito tempo. Não escolhi ser ator por acaso, mas sou ator porque fui escolhido. Pela vida, tenho certeza disso.
Lembbro-me que a primeira vez que eu encenaria oficialmente um texto seria aos meus oito anos, na Unidade Escolar Pedro Sá, em Oeiras, quando, por ocasião das festividades do dia das mães no colégio, eu recitaria para a minha um poema em sua homenagem. Que frustração. Para mim e sobretudo para ela. Acabou que na hora meu nome não foi incluso na lista das apresentações e eu não recitei meu poema. Chorei muito pois lembro que decorei e ensaiei muito em casa para declamar o poeminha com todo o amor, para minha querida mãesinha. Ela chorou muito também pois foi pro colégio naquele dia, como todas as mães, e queria me ver entrar em cena e ouvir as palavras de amor diante de todos.
Dalí até o dia que finalmente eu encenaria algo passram-se mais dois anos. Agora foi na minha quinta série, no mesmo colégio.
Eu fora escolhido pela professora pra fazer José, no Auto de Natal da escola. Fiquei tão empolgado que decorei o texto todo no mesmo dia! Eu ia fazer o pai de Jesus!!!
Outra frustração... Antes do primeiro ensaio a professora me tirou do papel porque disse que eu era muito novo e pequeno. Eu tinha 10 anos e a Maria tinha 15. Muito maior do que eu. Resultado, tive que me conformar com o papel de um dos hoteleiros e a grande fala: " Sinto muito, mas não temos mais vagas".

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